Um grande projeto para os 25 anos: a rede mundial de incubadoras EdC

A força dos jovens e as competências de nossos empresários

por Anouk Grevin

do Relatório EdC 2014-2015, sobre "Economia de Comunhão - uma nova cultura" n.42 

N42 Pag 13 Anouk Grevin AutoreA ideia partiu dos jovens. Durante a última Escola Internacional de Verão (somente nos últimos dois anos fizemos cinco), ficámos impressionados com a força dos jovens que querem criar empresas de EdC, alguns projetos são bem estruturados e estudados, outros são ainda ideias, e que não foram desenvolvidas com precisão. Era óbvio que tínhamos que acompanhá-los e apoiá-los. Mas como?Quando nos reunimos com a Comissão Internacional, em fevereiro do ano passado, parecia-nos necessário colocar em prática as competências dos nossos empresários em todo o mundo. Mas talvez também precisávamos de alguma estrutura para coordenar as iniciativas... Propusemos duas primeiras etapas, lançadas em Nairobi.

O primeiro é o projeto François Neveux (ou Operação Um por Um na América Latina), para ligar jovens criadores de projetos com empresários da primeira geração. Lembramos os momentos muito fortes em Nairobi ou no final da escola do Brasil quando os empresários presentes comprometeram-se a acolher os "sonhos" dos jovens e acompanhá-los como irmãos mais velhos. 

Trata-se de dar aos jovens, antes de tudo, uma escuta profunda, uma confiança, um apoio verdadeiro e contínuo, antes mesmo deles procurarem financiamentos ou consultores, a fim de que eles tenham a força para superar as dificuldades que inevitavelmente ocorrerão ao longo do caminho da criação e desenvolvimento de uma nova empresa.

O segundo elemento era a organização de incubadoras temporárias de 15 dias para ajudar os jovens na maturação do seu projeto, um no Polo Lionello (Loppiano) e um na África. Uma incubadora é uma estrutura que oferece acompanhamento para os detentores de projetos empresariais formação e recursos (informação, conselhos, contatos, acesso a vários programas...), ajudando-os a definir melhor o projeto e depois procurar financiamentos.

Em Loppiano Lab e, posteriormente durante a Escola Interamericana no Brasil, ficou claro que eles precisavam de incubadoras reais de EdC, permanentes e que muitas competências já existem no mundo: precisamos integrar todas as iniciativas já em curso ou que estão sendo desenvolvidas.  Entendeu-se que 2016 será o ano das incubadoras de EdC!

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 No próximo mês de março está previsto um encontro de trabalho para fazer um balanço das necessidades e recursos e elaborar em conjunto a estrutura de coordenação que dará apoio as incubadoras locais, ajudando a compartilhar os recursos. Enquanto isso, desde dezembro do ano passado chegou ao Polo Lionello Bonfanti Florencia Locascio uma jovem profissional argentina. Sua tarefa é estudar o que de melhor é feito no mundo neste campo e ajudar a implementar o projeto.

O objetivo desta rede mundial de incubadoras de EdC é principalmente acompanhar uma nova geração de empresários de EdC, incentivando a criação de novas empresas e relançando assim toda a EdC. O segundo objetivo é unir as energias e competências de todos, ajudando a formar uma grande rede mundial de EdC, na qual a primeira e a segunda gerações corram juntas para difundir a cultura do dar até aos confins do mundo.

 

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