Uma ‘Internacional’ da Comunhão

Esta é a perspectiva estratégica para ajudar a garantir um desenvolvimento econômico baseado na partilha. A EdC está saindo à vida pública e os artigos das seguintes páginas demonstram esta novidade.

por Alberto Ferrucci

de "Economia de Comunhão - uma nova cultura" n.39 - Encarte/Separata da revista Città Nuova n.13/14 - 2014 - julho de 2014

Alberto Ferrucci

A Economia de Comunhão acabou de completar 23 anos de existência, por isso, embora jovem atingiu a idade adulta, capaz de se fazer à vida pública para oferecer ao mundo o dom de Deus que lhe foi confiado para o terceiro milênio; embora continue a ser uma das expressões do carisma da unidade do Movimento dos Focolares, para poder dialogar com o mundo a Economia de Comunhão deve agora caminhar com suas próprias pernas.

Esta saída a vida pública está evidente neste noticiário: não só pelas escolas internacionais para empresários jovens e seniores que anuncia, quer pela internacionalidade das teses de doutoramento de que dá notícia quer pelas experiências dos seus empresários partilhadas em conferências nas várias partes do mundo.

Vê-se também na ação das associações de empresários e amigos da EdC que nasceram em diversos países, que se movimentam no mundo econômico partilhando as dificuldades e oferecendo esta nova maneira de exercer a economia, o que aumenta o real "bem-estar" das pessoas e das economias. 

Nesta edição, demos voz à associação italiana Aipec e à brasileira Anpecom que estão levando o projeto da EdC a empresas e associações sem fins lucrativos, sejam elas pequenas, médias ou grandes, as quais cada vez mais reconhecem o valor deste anúncio,N39 pag 03 Editoriale mondo puzzle rid o recebem com gratidão e colocam em prática os seus valores. Para distingui-las daquelas que aderem oficialmente à EdC, definimo-las como empresas "simpatizantes". Algumas delas estão prontas para ajudar a desenvolver a EdC com os seus conhecimentos, como a ONG francesa ‘EDM Entrepreneurs’ que, depois de ter enviado um seu especialista, por um período de dois meses para estudar junto de uma empresa EdC filipina, nos ofereceu um método de autoavaliação do grau de adesão ao projeto, disponível para todos.

Para uma maior partilha da nossa experiência existencial, a Comissão Central decidiu oferecer a quem quer que seja uma forma de aderir ao "recenseamento" das empresas EdC, utilizando o software disponível em www.eoc-companies.org. Este recenseamento, cujo significado mais profundo é explicado no artigo de Luigino Bruni, distingue quem adere de quem simpatiza, mas dá a qualquer um, que tenha lido e talvez subscrito o nosso documento de identidade, a ocasião de confirmar a sua adesão ou nos dar conhecimento da sua simpatia. Ao preencher as páginas do recenseamento podem informar-nos não só dos lucros que cada empresa pensa partilhar para os pobres e para a formação na ‘cultura do dar’ da EdC, mas também de outros recursos que a empresa partilhou para objetivos semelhantes por outras vias, que para nós é igualmente uma partilha valiosa. O recenseamento é também um meio para que possamos saber quais os talentos, as experiências, o tempo, os conhecimentos que cada empresário ou os seus colaboradores estariam dispostos a partilhar, a fim de aumentar a comunhão no mundo.

Uma iniciativa própria dos tempos de hoje para desencadear, para além de qualquer afiliação ou crença, uma verdadeira ‘Internacional’ da Comunhão, fonte de desenvolvimento econômico, mas sobretudo um farol capaz de anunciar, na tempestade cultural do mundo de hoje, a existência de um porto seguro.

 

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