Regenerações

Logo rigenerazioni rid modNesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "Regenerações", publicados em Avvenire desde o dia de 26 de julho 2015

 

O reino é de todos os pobres

Regenerações / 13– Francisco e Job moram juntos. Como as crianças

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 25/10/2015

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“Ah, não queres,
apavora-te a pobreza,
não queres ir com sapatos furados ao mercado e voltar com o velho vestido. Amor, não amamos,
como querem os ricos,a miséria.
Nós a extirparemos como dente maligno, que até agora matou o coração do homem”

Pablo Neruda, A pobreza

Há dois milênios que o ‘sermão da montanha’ tenta resistir aos ataques de quem procurou e procura alterá-lo, ridicularizá-lo ou transformá-lo em inútil exercício de consolação. Esta luta da pura radicalidade das bemaventuranças é particularmente evidente e forte na bem-aventurança dos pobres.

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O dom do segundo nome

Regenerações / 12– Acredite-se ou não, na construção da paz encontra-se o Pai

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 18/10/2015

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Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus

São Paulo, Carta aos Romanos, 8, 18-19

São muitas as guerras que decorrem no nosso planeta, nas nossas cidades, nos nossos bairros. As armas são muitas e diferentes, mas todas provocam muitos mortos, feridos e destruição. Passam os milénios, mas o irmão continua ainda a repetir ao outro irmão: “vamos para o campo”.

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A séria felicidade das lágrimas

Regenerações / 11 –Todos experimentamos o sofrimento e podemos ressurgir

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 11/10/2015

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“Então, a jovem alegrar-se-á, bailando; jovens e velhos partilharão do seu júbilo.
Converterei o seu pranto em exultação, hei-de consolá-los, e aliviá-los das suas penas”.

Jeremias, 31,13

A felicidade prometida pelas bem-aventuranças não é a promovida e prometida pela nossa cultura. A das bem-aventuranças tem pouco a ver com prazer, não é o bom (eu) demónio (daimon), floresce da dor. Também podemos obter prazer das coisas da vida se a busca do prazer não se tornar a única coisa na vida. Porque, confundindo felicidade com prazer, acabamos por não ter nem uma coisa nem outra.

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As bem-aventuranças que não conhecemos

Regenerações / 10 – Estão escritas na vida dos justos assim como no Evangelho

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 04/10/2015

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“Se prevarico, ai de mim! Se sou inocente, não ousarei levantar a cabeça, cheio de vergonha e de miséria".

Livro de Jó, 10, 15

A fome e a sede assumem muitas formas. Há as do alimento e da água, mas há também as de beleza, de verdade, de amor, de oração. Sofre-se por carestia de pão e por sede, mas, por vezes, morre-se também pela indignidade de hospitais e de escolas, porque vivemos em lugares cheios de mentira, porque não amamos e não somos amados, porque, nos momentos duros da vida, olhamos para dentro de nós, à procura de reservas espirituais, e não encontramos lá nada, incapazes de escutar e dialogar com o espírito que habita em nós e nos alimenta.

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A perseguição ao "ainda não"

Regenerações/9 -As leis, como as roupas, tornam-se, normalmente, estreitas e gastas

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 27/09/2015

Logo rigenerazioni ridExistem uma justiça do já e uma justiça do ainda-não. A justiça cresce, evolui e desenvolve-se no tempo, de acordo com o senso moral das pessoas, da civilização e das gerações. “Não é justo”, repetido por indivíduos e por comunidades, é o primeiro motor de todo o alargamento dos horizontes da justiça e, portanto, da humanidade.

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A inteligência da mansidão das mãos

Regenerações/8 - A lógica das bem-aventuranças revela-se nas provas e nos empreendimentos exigentes

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 20/09/2015

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"Entre todos aqueles caracóis ao vento, entre todos aqueles louros corimbos, parecia que aquela cabeça prateada, dissesse com tremor, crianças, sim... pequenos, sim... E as crianças procuravam em festa por vezes, com grito alegre, as mãos trémulas e a cabeça em que só vivia aquele pobre sim"

Giovanni Pascoli, La nonna(a avó)

As bem-aventuranças não são virtudes, não são um discurso ético sobre as ações humanas. São antes o reconhecimento de que, no mundo, existem já os pobres, os mansos, os puros de coração, os que choram, os que são perseguidos por causa da justiça, os misericordiosos. E chamam-lhes 'felizes'.

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A pureza é um muro caído

Regenerações / 7 – Dos nosso impérios de areia à casa das Bem-aventuranças

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire il 13/09/2015

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“Que exista a água
que existam as coisas
a pedra, a fuinha, a carícia, o vento
que exista o vazio desmesurado
o amor do espaço
o esfarelamento
da palavra amor
o seu crepitar
não dá trégua 
se amor é direção”
Chandra Livia Candiani

A pobreza de alegria que a Europa e o Ocidente conhecem há algum tempo, é consequência direta do esquecimento da lógica e da sabedoria das bem-aventuranças. As bem-aventuranças incorporam e exprimem todos os valores abandonados e desprezados pelo capitalismo e, também, pelo nosso mundo cada vez mais construído à imagem e semelhança do deus business.

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Misericórdia, cimento da civilização

Regenerações / 6 – Faz acontecer os nossos “para sempre”. E consegue dar-se a si mesma como prémio

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire no dia 06/09/2015

Logo rigenerazioni ridVejo e descubro a minha própria Luz nos outros, a Realidade verdadeira sobre mim, o meu verdadeiro eu nos outros (talvez enterrado ou secretamente camuflado, por vergonha) e, reencontrando-me a mim mesma, reúno-me a mim, ressuscitando-me”.

Chiara Lubich, A ressureição de Roma.

A misericórdia foi o cimento com que edificámos, nos séculos passados, a nossa civilização. Sem conhecer e amar a misericórdia não compreendemos a Bíblia, a Aliança, o livro do Êxodo, Isaías, o evangelho de Lucas, Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Francisca Cabrini, Dom Bosco, as obras sociais cristãs, a Constituição italiana, o sonho europeu, a vida em conjunto e os amores depois dos campos de concentração, as famílias que vivem unidas até ao fim.

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Abuso de ilusão imunitária

Regenerações / 5 - Empresas, sociedades, famílias cada vez com menos tempo para a compaixão

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 30/08/2015

Logo rigenerazioni rid"Por mais egoísta que possa ser considerado o homem, existem claramente, na sua natureza, princípios que o levam a interessar-se pelo destino dos outros e que fazem com que a sua felicidade seja necessária, embora ele não tire dela mais do que o prazer de a ver. É a piedade ou a compaixão, aquela emoção que sentimos por causa da desgraça dos outros, quando a vemos ou quando conseguimos senti-la forte e viva com a nossa imaginação."

Adam Smith, A teoria dos Sentimentos Morais, 1759

A gestão das nossas emoções e das dos outros está a tornar-se cada vez mais difícil. Nós reduzimos drasticamente os espaços, os lugares e os instrumentos comunitários e pessoais para acompanhar, cuidar, sublimar as nossas emoções.

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As poderosas sementes da generosidade

Regenerações / 4 – Os seres humanos dão muito se são livres de dar tudo

por Luigino Bruni

publicado em  Avvenire no dia 23/08/2015

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“A verdadeira generosidade é uma troca de consequências imprevisíveis. É um risco, porque mistura as nossas necessidades e os nossos desejos com as necessidades e os desejos dos outros”.

A. Phillips e B. Taylor, Elogio da gentileza

As empresas e todas as organizações serão lugares de vida boa e plena desde que deixem viver virtudes não económicas ao lado das económicas-empresariais. Uma coexistência decisiva, mas nada simples, porque exige que os dirigentes renunciem ao controle total dos comportamentos das pessoas, que aceitem uma componente de imprevisibilidade nas suas ações, estarem dispostos a relativizar até mesmo a eficiência, que se está a tornar o verdadeiro dogma da nova religião do nosso tempo.

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O grande cântico da humildade

Regenerações / 3 – Uma virtude que a economia não ama, mas que é a chave do futuro

de Luigino Bruni

publicado em Avvenire no dia 09/08/2015

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“E quando vejo as estrelas brilhar no céu,
Penso para comigo:
Para quê tantas tochas?
Que faz o ar infinito e aquela profunda
Infinita Seren? Que quer dizer esta Solidão imensa? e que sou eu?”

Giacomo Leopardi, Canto noturno de um pastor nómada da Ásia

A humildade é uma das virtudes que a economia e as grandes empresas não amam, embora tenham uma necessidade vital dela. A nossa cultura, cada vez mais modelada por valores mercantis, não consegue ver a beleza e o valor da humildade, que assim é humilhada.

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A alma triste dos incentivos

Regenerações / 2 - Nenhuma empresa pode domar a força moral das pessoas

de Luigino Bruni

publicado em Avvenire no dia 02/08/2015

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"Não obtém o fruto da virtude quem quer explorar a virtude"
Mahabharata, Livro sagrado hindu

Mahabharata, Livro sagrado Hindu

As organizações não podem dispor das virtudes mais importantes de que necessitam. Sábias são as que aceitam a 'distância' entre as virtudes desejadas e aquelas que conseguem obter dos seus trabalhadores e aprendem assim a conviver com a inevitável indigência das qualidades humanas essenciais para o seu funcionamento e o seu crescimento, sem tentar substituí-las com as coisas mais simples.

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Recomeçamos com a floresta

Regenerações / 1 – Os valores não se fabricam e os desafios são para ser compreendidos

de Luigino Bruni

publicado em Avvenire no dia 26/07/2015

Rigenerazioni 01"Em todo o mundo, os seres humanos querem a mesma coisa: serem reconhecidos com dignidade por aquilo que são e por aquilo que fazem. Empresas como a nossa estão em condições ideais para satisfazerem este desejo" (Robert H. Chapman).

A cultura das grandes empresas está a tomar o nosso tempo. Categorias, linguagem, valores e virtudes das multinacionais estão a criar e a oferecer uma gramática universal adequada para descrever e produzir todas as histórias individuais e coletivas ‘vencedoras'. Assim, no decurso de algumas décadas, a grande empresa, de lugar principal da exploração e da alienação, tornou-se ícone da excelência e do florescimento humano.

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