Maiores que a culpa

Logo Geremia Crop 150Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "Maiores que a culpa", comentando o livro de Samuel, publicados em Avvenire a partir de 21 de janeiro de 2018

 

A esplêndida laicidade de Deus

Maiores que a culpa / 20 – O humanismo bíblico é uma infinita educação para a liberdade

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 03/06/2018

Piu grandi della colpa 20 rid«Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois»

Luisa Sobral, Amar pelos dois

Quando se procura responder a uma vocação, a existência move-se entre a recordação de uma grande libertação e a espera da realização de uma grande promessa, entre memória e esperança. Tudo se desenrola entre estas duas margens do rio e a arte de viver está em aprender a permanecer no vau, sem ceder à tentação da saudade da costa donde proviemos nem àquela que nos repete que o desembarque era apenas uma miragem. Não se é submerso pelas águas e levado pela corrente enquanto se permanecer agarrados à corda invisível que liga o Mar Vermelho ao Jordão. Também porque quando mais nos aproximamos da outra margem, mais o pedaço de corda que agarramos fica cada vez mais fina sob a nossa mão.

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O decoro diferente das mulheres

Maiores que a culpa / 19 – As palavras verdadeiras dos rejeitados e rejeitadas salvam também a Deus

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 27/05/2018

Piu grandi della colpa 19 rid«Foi por graça de Deus, e não pelos seus méritos, que Noé encontrou, na arca, um abrigo da fúria avassaladora das águas. Apesar de ser melhor que os seus contemporâneos, não teria merecido que, para ele, se realizassem milagres»

Louis Ginzberg Le leggende degli ebrei

Foi a religião a inventar o homo oeconomicus, muito antes que o reinventasse a economia. O primeiro parceiro de negócios dos homens foi Deus, porque a economia dos mercados foi uma extensão da economia na esfera religiosa. As primeiras moedas que a humanidade conheceu foram cabras, carneiros, cordeiros, às vezes também crianças e virgens, com as quais os homens pagavam aos seus deuses, às vezes para lhes pagar ou, por vezes, para reduzir o débito originário pelo qual as comunidades se sentiam esmagadas.

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Como lápide dos inocentes

Maior que a culpa / 18 – Os carniceiros humilham, negando a dignidade do nome

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 20/05/2018

Piu grandi della colpa 18 rid«A relação Eu-Tu consiste em colocar-se frente a um ser externo, isto é, radicalmente outro, e em reconhecê-lo como tal. Este reconhecimento da alteridade não consiste em fazer uma ideia da alteridade. Não se trata de pensar o outro nem de o pensar como outro, mas de dirigir-se a ele, dizer-lhe Tu»

Emanuel Lévinas Martin Buber

O diálogo é o fio que tece as nossas relações sociais boas e fecundas. Ouvir e dizer, silêncio e palavra, frases e gestos são a gramática do recíproco atravessamento (dia) da palavra (logos). Dialogar é deixar-se atravessar pelo outro enquanto lhe pedimos autorização para se deixar atravessar pela nossa palavra. Atravessar é um verbo de movimento, que lembra tempo e espaço, lugares, nomes, carne; é sempre criação e novidade.

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A honra dos rejeitados

Maiores que a culpa / 17 – Afinal, os caminhos de Saul são poeirentos, como os nossos

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 13/05/2018

samuele 17 210x300«Saul: Oh, meus filhos!... – Fui pai. –
Estás só, ó rei; não te resta um
dos teus amigos ou dos teus servos.
– És paga,
do inexorável Deus, terrível ira?»

Vittorio Alfieri, Saul

Em toda a leitura autêntica, o leitor tem uma parte ativa e criativa. Não é espetador das histórias que lê, mas coencenador e ator. Na forma especial de leitura, que é a leitura bíblica, portanto, quem lê recebe a misteriosa – mas real – faculdade de transformar os personagens em pessoas que, como todas as pessoas vivas, crescem, mudam, movimentam-se, fazem encontros inesperados. Acontece, então, que as pessoas bíblicas começam a interagir entre si, a tecer tramas relacionais diferentes das pensadas e queridas pelo primeiro autor. E, assim, a bruxa de En-Dor torna-se amiga do pai do filho pródigo, Jeremias descobre-se irmão de David e Saul torna-se companheiro de caminho e de desventura de Job, como ele lançado no monte de estrume, por um Deus que quer (Saul) ou permite (Job) a sua desventura. Ambos, Saul e Job, atingidos por penas divinas maiores que a sua (possível) culpa, ambos envolvidos pelo silêncio de um Deus mudo que, para eles, não tem palavras de vida – talvez porque, simplesmente, espera as nossas.

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As palavras santas dos rejeitados

Maior que a culpa / 16 - Dentro de cada vida, pode explodir a compaixão. E o bem

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 06/05/2018

Piu grandi della colpa 16 rid«Baalschem disse a um dos seus discípulos: ‘O ínfimo dos ínfimos que te recordes, eu o amo mais do que tu amas o teu filho único»

Martin Buber, Storie e leggende chassidiche

Videntes, magos, adivinhos, são uma nota recorrente da Bíblia. São uma forma de falsa profecia, muito difundida na antiguidade e duramente combatida pelos profetas, que representou uma tentação constante e muito sedutora para Israel (à qual, frequentemente, cedeu). É expressão de uma religiosidade popular arcaica, que nunca desapareceu e que, nos nossos dias, alimenta um negócio florescente. A fé bíblica não é ameaçada pelo ateísmo, mas pela substituição de YHWH por deuses naturais e muito simples – ontem e hoje, na fé e na vida, onde a eterna tentação é convencer-se que somos algo mais pequeno e banal que a realidade complexa e belíssima que, pelo contrário, somos.

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É infinita a arte do abraço

Maiores que a culpa / 15 – O ofício de viver aprende-se apreciando as pequenas pazes

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 29/04/2018

Piu grandi della colpa 15 rid«Deus é o outro, por excelência, o outro enquanto outro, o outro, absolutamente; e, no entanto, só depende de mim o acordo com este Deus. O instrumento do perdão está nas minhas mãos. Por outro lado, o próximo, meu irmão, é, em certo sentido, mais outro que Deus: para obter o seu perdão tenho de conseguir que ele se apazigue. E se recusa? Sendo dois, tudo está comprometido. O outro pode recusar-me o perdão e deixar-me não perdoado para sempre»

Emanuel Levinas, Quattro letture talmudiche

Em cada dia, milhões de pessoas fazem e dizem coisas más e, pouco depois ou pouco antes, dizem e fazem, sinceramente, coisas boas. Porque o cruzamento de maldade e bondade é simplesmente a condição humana. A Bíblia conhece muito bem este mistério ambivalente da pessoa, provavelmente o maior mistério. Podemos tornar-nos maus, perdemo-nos, perder o fio de ouro da vida, mas, até ao último suspiro, ainda somos capazes de bondade, porque feitos à imagem e semelhança de uma dança infinita de amor recíproco que nenhum pecado consegue parar. Caim matou o seu irmão Abel, mas não matou Adão, o primeiro (e último) homem. E, enquanto Caim continua a matar Abel, o Adão continua, teimoso, a ressuscitá-lo, em cada dia. Nenhuma maldade do fratricida que se alberga dentro de nós é capaz de destruir a marca originária de bem inscrita no mais profundo do nosso ser. Neste sentido, o mal pode ser banal; o bem, nunca. O mal tem uma sua resiliência, que também pode ser muito grande, mas é sempre mais pequena que a resiliência do bem. E é este bem que resiste, teimoso, que nos torna mais belos que as nossas culpas. Está aqui o radical otimismo antropológico da Bíblia, que salvou o Ocidente após e dentro dos seus pecados mais hediondos – e que continua a salvar-nos.

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A sábia pressa das mulheres

Maiores que a culpa / 14 – Costurar, restaurar, agir oportunamente faz a paz

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 22/04/2018

Piu grandi della colpa 14 rid

 «Nós vemos os bens como um meio, como fios de um véu que mascara as relações subjacentes. A atenção dirige-se ao fluxo de trocas, do qual, porém, os bens marcam apenas a textura»

Mary Douglas, Il mondo delle cose

O presente é uma palavra grande e, por isso, é uma palavra ambivalente. Porque, se não fosse ambivalente, não seria grande, como são grandes e ambivalentes o amor, a religião, a comunidade, a vida, a morte. A “capacidade de dar e receber presentes” é uma possível definição da natureza humana, porque presente significa liberdade, autonomia, dignidade, beleza. Os presentes recebidos e dados marcam as etapas determinantes da nossa vida e da dos que amamos, desde o primeiro presente ao último, quando retribuiremos o cêntuplo do primeiro presente e, talvez só naquele momento, compreenderemos todo o seu valor – e também, o valor e o sentido do último presente que estamos a dar.

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A força débil que nos salva

Maiores que a culpa / 13 – Não matar, salvar o nome, cortar a ponta do manto

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 15/04/2018

Piu grandi della colpa 13 rid«Caro mal
não te peço razões
é esta a lei da hospitalidade…
dou-te abrigo
precisamente a ti que me destapas.
Não te quero bem mal
sei que és sábio estou de olho em ti
e sou ninho
de ti que me saboreias
e depois cospes o caroço»

Chandra Livia Candiani, Fatti vivo

As formas de conflito são muitas. Cada época acrescenta novas, deixando inalteradas as recebidas em herança. Também a Bíblia conhece diversas. O conflito entre Caim e Abel, onde uma frustração vertical (entre Caim e Deus, que recusava as suas ofertas) se torna violência horizontal (contra Abel). O conflito entre os irmãos mais velhos e José, onde a inveja produz a eliminação do invejado, vendido aos cameleiros em viagem para o Egipto. Aquele entre Abraão e o seu sobrinho Lot, devido à abundância de recursos num espaço comum muito pequeno, que é resolvido por separação, graças à generosidade de Abraão que deixa a Lot a escolha da terra («Se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda»: Génesis 13, 9).

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A comunidade mestiça gera

Maiores que a culpa / 12 – A profissão da vida aprende-se pondo-se a caminho

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 08/04/2018

Piu grandi della colpa 12 rid«Desde criança, acontece-me olhar, com simpatia e respeito infinito o rosto meio murcho de uma mulher, como se nele estivesse escrito: “por aqui passaram a vida e a realidade”. Todavia, vivemos e nisto há algo de maravilhoso. Chama-lhe Deus, natureza humana ou como quiseres, mas há algo que não sei definir num sistema, embora seja muito vivo e verdadeiro e isto, para mim, é Deus»

Vincent Van Gogh, Lettere, 179, 193

Quando uma vocação é verdadeira e cresce bem, aos “hossana” da multidão segue-se, pontual, o tempo da paixão. Um período crucial, quando o desígnio e a missão daquela pessoa se começam a revelar com maior clareza, porque o cenário escuro dos acontecimentos fazem-lhe realçar os contornos luminosos. Assim, David, depois do primeiro sucesso na corte e no coração de Saul, da vitória sobre Golias, do canto de glória das mulheres («Saul venceu mil, mas David matou dez mil»), é forçado a fugir e esconder-se, porque Saul o quer matar. Agora, o texto mostra-o foragido e nómada, de cidade em cidade, em perigo de vida contínuo, sem morada fixa, vulnerável e pobre. Como Abraão, como Moisés, como Maria e José. Também ele um arameu errante, também ele à procura de benevolência e de hospitalidade; como nós, como muitos outros que, desde o dia em que viemos à luz, nos tornamos mendicantes de uma mão boa que nos acolha e hóspede, e nunca deixamos de a procurar, até ao fim.

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A promessa do amigo é verdadeira

Maiores que a culpa / 11 – O amor é um, mas os amores são muitos: eros, philia, ágape…

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 01/04/2018

Piu grandi della colpa 11 B rid«Pedro, tu amas-me [ágape]? – Sim, Senhor, amo-te [philia].
Pedro, tu amas-me [ágape]? – Sim, Senhor, amo-te [philia].
Pedro, tu amas-me [philia]?»

Evangelho de João 21,15-17

O amor é um, mas os amores são muitos. Amamos muitas pessoas e muitas coisas, somos amados por muitos, de modos diferentes. Amamos os pais, os filhos, as namoradas e as mulheres, os irmãos e as irmãs, professores, avós e primos, poetas e artistas. E amamos, muito, os amigos e as amigas. O amor humano não se limita aos seres humanos. Atinge os animais, toca toda a natureza, toca Deus. O mundo grego, para exprimir o amor, tinha duas palavras principais, eros e philia, que não esgotavam as suas muitas formas, mas que ofereciam um registo semântico mais rico que o nosso, para declinar esta palavra fundamental da vida. Um léxico que era capaz de distinguir o ‘amo-te’, dito à mulher amada, do ‘amo-te’, dito a um amigo e, ao mesmo tempo, reconhecer que o segundo era nem inferior nem menos verdadeiro que o primeiro.

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O trabalho sabe vencer a guerra

Maiores que a culpa / 10 – Os instrumentos humildes que acrescentam páginas ao livro da história

por Luigino Bruni

publicado em  Avvenire em 25/03/2018

Piu grandi della colpa 10 rid

«Transformarão as suas espadas em relhas de arados, e as suas lanças, em foices.
Uma nação não levantará a espada contra outra,
e não se adestrarão mais para a guerra»
Isaías 2,4

No livro da história que nos descreve fortes e prepotentes vencedores e débeis e pobres que sucumbem, encontram-se algumas páginas diferentes. São aquelas onde a ordem natural se altera, os humildes são elevados, os soberbos derrotados. Poucas páginas, mas a sua luz fulgurante ilumina todo o livro, transforma-o, muda-lhe o sentido, fazem a diferença. Outros relatos, que revelam uma segunda lei de movimento da humanidade. A do Magnificat de Ana e de Maria, da profecia do Emanuel, da pedra rejeitada, do servo sofredor-glorificado, do crucificado-ressuscitado, de Rosa Parks, de organizações corporativas e sindicatos que libertaram e libertam as vítimas dos impérios e dos faraós. Páginas que nos dizem que a ordem hierárquica natural não é a única possibilidade, que tudo pode acontecer, que nos é dada uma última oportunidade quando tudo e todos nos dizem que é impossível. É esta mesma lei frágil e tenaz que explica porque, no barulho das vozes fortes e poderosas, conseguimos, por vezes, escutar uma pequena voz diferente e a seguimos; porque, naquela vez soubemos acreditar mais numa única pequena razão para seguir em frente e não nas muitas razões mais fortes que nos diziam para nos render; ou porque, perante aquela encruzilhada crucial não entrámos no caminho do sucesso e do poder, mas no que sabíamos que nos tornaria mais pequenos e vulneráveis. Outras páginas, uma outra história, uma lei diferente. Um outro caminho, que tomámos porque, talvez, aí vislumbrámos a única possibilidade de uma salvação verdadeira, porque mais pequena; ou, talvez, porque fomos docilmente conduzidos apenas pelo nosso coração.

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A economia da pequenez

Maiores que a culpa / 9 – O trabalho nunca é um obstáculo às nossas vocações

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 18/03/2018

Piu grandi della colpa 09 rid«Uma vez, Rabbi Bunam rezou numa pousada. Mais tarde, disse aos discípulos: “Às vezes, julga-se que não seja possível rezar num lugar e procura-se outro. Mas esta não é a atitude correta. Porque o lugar abandonado queixa-se: porque não quiseste fazer as tuas orações em cima de mim? Se havia algo que te perturbava, isso era precisamente o sinal que tinhas a obrigação de me redimir”»

Martin Buber, Storie e leggende Chassidiche  [Histórias e lendas cassídicas]

O declínio de Saul cruza-se com a subida de David, estrela luminosíssima na Bíblia, talvez a mais luminosa no Antigo Testamento. É o personagem de quem conhecemos melhor o coração – uma palavra que, não por acaso, faz a sua aparição já no primeiro relato da sua vocação («o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração»: Samuel 16, 7).

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Herdeiros da tira do manto

Maiores que a culpa / 8 – Somos cidadãos duma terra parcial e incompleta

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire em 11/03/2018

Piu grandi della colpa 08 rid«É muito difícil encontrar, em toda a Bíblia, um único personagem, justo ou injusto, que não tenha sido desmentido por Deus, exceto talvez Abraão e Jesus. Mas exatamente com estes desmentidos, o homem de fé aprende a duvidar de toda a instituição que não se deixe contradizer»

Paolo De Benedetti I profeti del re  [Os profetas do rei]

Depois da consagração realizada por Samuel, Saul começa a desempenhar a sua missão de rei guerreiro, um início que marca a sua trágica sorte, narrada em páginas entre as mais excitantes e belas de toda a Bíblia: «Juntaram-se os filisteus para combater Israel, com trinta mil carros, seis mil cavaleiros. (…) Saul, entretanto, estava ainda em Guilgal com todo o seu povo, que tremia de medo. Esperou sete dias, segundo a ordem de Samuel. Mas este não chegava a Guilgal, e o povo, pouco a pouco, ia-se afastando. Disse, pois, Saul: «Trazei-me o holocausto e os sacrifícios de comunhão». E ele mesmo ofereceu o holocausto” (1 Samuel 13, 5-9).

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