Editoriais Avvenire92

 

 

Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni publicados em Avvenire (jornal de inspiração católica) desde julho de 2011

 

Quem acredita, saberá esperar

À escuta da vida / 14 - É uma promessa que mantém todo o mundo de pé

por Luigino Bruni

publicado na Revista Avvenire no dia 25/09/2016

Anna Caravella rid 300A morte é, para nós, ao mesmo tempo, uma experiência-limite e uma experiência do limite: um acontecimento extraordinário que, precisamente pela sua excecionalidade, coloca-nos diante da nossa radical finidade. … A situação da sobrevivência é a situação central do poder”.

Elias Canetti, Potere e sopravvivenza

A promessa da Bíblia é sempre difícil de compreender e de acolher, porque muito diferente da dos falsos profetas, diversíssima das promessas dos ídolos e das ideologias. Foi traída muitas vezes pelo povo, pelos seus reis, pelo templo. Mas foi mantida viva e alimentada pelos profetas, guardada por um “resto” que, em certos momentos históricos, se tornou minúsculo, um pequeno rebento que nasce e renasce dum tronco cortado, que parecia morto para sempre.

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Profecia de bolo de uvas

À escuta da vida / 11 – Sem a beleza do trabalho em conjunto, o tempo é pobre

por Luigino Bruni

publicado em Avvenire a 04/09/2016

Vigna Isaia rid“… O profeta não esconde: o uso de uma linguagem simbólica é também o seu modo de tirar o véu”

Guido Ceronetti, Il libro del profeta Isaia

Saber rezar é um capital pessoal e civil de grande valor, é uma capacidade fundamental da pessoa humana, a primeira oportunidade que nos é dada quando nos tornamos conscientes de estar mergulhados num mistério, o da vida. É um recurso moral sempre preciosíssimo, mas que se torna essencial quando atravessamos as longas noites de insónia, as destruições, os desertos. Quem aprendeu a arte de rezar – dos pais, dos avós, da grande dor –, e soube guardá-la ao tornar-se adulto, encontra-se com um património de rendimentos altíssimos e crescentes no tempo (é importante saber rezar desde criança, é crucial saber fazê-lo quando velhos, quando a inocência das primeiras orações já não existe e deve voltar). Quem esqueceu como se reza, quem está a lutar para não esquecer a última oração que aprendeu quando criança, quem nunca soube nem quis rezar e, um dia, sentiu o desejo de o fazer, pode começar com Isaías.

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A fraternidade do Sábado Santo

À escuta da vida / 10 – Deus sofre connosco e a Sua palavra é sal na terra ignorantedi Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 28/08/2016

Isaia lamentazioni rid““… Ainda este não acabara de falar, e eis que entrou outro e disse: «Os teus filhos e as tuas filhas estavam a comer e a beber vinho na casa do irmão mais velho quando, de repente, um furacão se levantou do outro lado do deserto e abalou os quatro cantos da casa, que desabou sobre os jovens. Morreram todos». Então, Job levantou-se, rasgou as vestes e rapou a cabeça. Depois, prostrado por terra em adoração, disse: «Saí nu do ventre da minha mãe e nu voltarei para lá»”.  (Jó 1, 18-21).

«Oráculo contra Moab: “Na noite em que atacaram Ar, Moab foi destruída; na noite em que atacaram Quir, Moab foi destruída. O povo de Dibon subiu ao templo e aos lugares sagrados para chorar; Moab está gemendo por Nebo e por Madabá, com as cabeças rapadas e as barbas cortadas. Andam pelas ruas vestidos de luto, pelos terraços e pelas praças, todos se lamentam desfeitos em pranto, … soltam gemidos de aflição. O seu pranto ecoou por todo o seu território» (Isaías 15, 1-8).

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O dia dos filhos e das filhas

À escuta da vida / 9 – A abençoada certeza de termos de novo uma terra

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 21/08/2016

Cardo indaco rid

“Escuta: se todos têm de sofrer para comprar, com o sofrimento, a harmonia eterna, onde entram aqui as crianças? Responde-me, por favor”

Fedor Dostoevskij, Os irmãos Karamazov

A gratidão é a primeira regra da gramática social. Quando é respeitada e praticada, há mais alegria em viver, os laços apertam-se, os escritórios e as fábricas humanizam-se, todos nos tornamos mas belos. Mas, no coração humano, não há apenas o desejo profundo de ser agradecidos, vistos, reconhecidos pelo que somos e por quanto fazemos. Reside ali também uma outra necessidade profundíssima: a de agradecer. Sofremos muito quando não recebemos reconhecimento; mas sofremos diversamente – e não menos – se e quando não temos ninguém a quem agradecer.

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Para lá da escassez de promessas

À escuta da vida / 8 – Nunca se aprisionar num grande início incompleto

di Luigino Bruni

pubblicato su Avvenire il 14/08/2016

Virgulto roccia rid“Esta é a língua dos profetas, para os quais o futuro não está em lado nenhum, pois é o que ainda está em formação. Faz-nos experimentar a história como algo de que fomos participantes. Isto já e isto ainda, isto já não, isto ainda não: são estes os grandes pêndulos no relógio da história universal”

Franz Rosenzweig, Bíblia hebraica

A verdade da profecia não se mede com base na aproximação das palavras do profeta à realidade futura mas, paradoxalmente, com base na distância. As falsas profecias é que procuram prever a realidade e, assim, atualizam continuamente a sua palavra para a fazer coincidir com os fatos.

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O engano dos fogos fátuos

À escuta da vida / 7 – Desafiar e resistir ao escuro, não confundir aurora com ocaso

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 07/08/2016

Spighe di grano rid

“As heresias que devemos temer são as que se podem confundir com a ortodoxia”

Jorge Luis Borges, L’Aleph

O profeta não é apenas um libertador de homens, de mulheres, de escravos, de pobres. É também, e talvez sobretudo, um libertador de Deus. As religiões e as ideologias têm, por sua natureza, a tendência para prender Deus nas suas gaiolas, para construir tendas e templos onde o obrigam a entrar e, depois, enclausuram-no. Elaboram teologias e filosofias onde Deus não pode fazer mais que obedecer às leis que preparámos para ele, sem surpreender ninguém.

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O nome do filho-esperança

À escuta da vida / 6 – Acreditar no regresso, em tempos de dificuldade e de exílio

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 31/07/2016

Spighe di grano rid

“Assaradon, rei das terras, não temas! Eu sou Ishtar de Arbela.
Espero entregar os teus inimigos nas tuas mãos. Eu sou Ishtar de Arbela. Caminho à tua frente e atrás de ti. Não temas.”

Oracolo cuneiforme babilonese, VII sec. a.c.

Os profetas são homens e mulheres do insucesso. A sua palavra e a sua existência dão-nos um mapa ético e espiritual na hora do fracasso. Recordam-nos que o insucesso é a nossa condição normal. As vitórias que alcançamos são sempre muito pequenas e passageiras. Nós tendemos a consolar-nos com metas alcançadas, a redimensionar as perguntas e os ideais para os acomodar dentro dos confins do nosso limite. E, assim, deixamos de crescer e de fazer crescer o mundo.

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Nenhum profeta é para sempre

À escuta da vida / 5 – Chamados a guardar a boa semente, nunca como donos

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 24/07/2016

Spighe di grano rid“Muitas vezes, Deus dando-te, te nega; e negando-te, dá-te”

Ibn Atà, Antologia della mistica arabo-persiana

«No ano em que morreu o rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono alto e elevado... Os serafins estavam diante dele, cada um tinha seis asas… Então disse: «Ai de mim, estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, que habita no meio de um povo de lábios impuros, e vi com os meus olhos o Rei, Senhor do universo!» (6, 1-5).

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Como lanternas à espera (A vinha somos nós)

À escuta da vida / 4 – Não Deus, mas os ídolos têm necessidade de espaços murados e fechados

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire  no dia 17/07/2016

Spighe di grano rid

“Se Moisés, ou Jeremias, ou Jesus, tivessem pensado que a sua mensagem pudesse vir a ser entendida como um discurso edificante a fazer num lugar sagrado, ou a meditar num tempo sagrado, ou num espaço interior, isolado do resto da vida, ficariam espantados e indignados. Nem para Moisés, nem para os profetas nem para Jesus, as suas palavras eram destinadas a um lado religioso da vida, porque este lado não existia”

Paolo De Benedetti, La morte di Mosè e altri esempi

«Vou cantar em nome do meu amigo o cântico do seu amor pela sua vinha: Sobre uma fértil colina, o meu amigo possuía uma vinha. Cavou-a, tirou-lhe as pedras, e plantou-a de bacelo escolhido. Edificou-lhe uma torre de vigia, e nela construiu um lagar. Depois esperou que lhe desse boas uvas, mas ela só produziu agraços» (5, 1-2). Esta vinha pervertida somos nós, é a nossa natureza humana que não produz os frutos que poderia e deveria dar. Passaram mais de dois milénios e meio após estas palavras terem sido escritas, mas o espetáculo da vinha rebelde, estragada e podre, continua a encher o horizonte debaixo do sol. Teremos todas as condições para produzir boas uvas mas, pelo contrário, continuamos a produzir agraços. A mesma uva ruim de Caim, de Lamec, de Jesabel. Em Sodoma, em Dacca, em Nice, em Istambul.

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As palavras que reconstroem

À escuta da vida / 3 – Sons e cores do canto e nas lágrimas dos profetas

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire  no dia 10/07/2016

Spighe di grano rid“Segóvia dizia que o intérprete, em relação ao trecho musical, é como Jesus que ressuscita Lázaro: também o intérprete faz voltar à vida. Se não o faço reviver, o trecho permanece como morto”

Piero Bonaguri, Ensinamento segoviano.

A autêntica experiência religiosa é um dom para todos, mesmo para quem não tem fé ou tem uma fé diferente. Fora deste dom gratuito, há apenas barbárie, idolatria, auto-engano, consumismo emotivo, busca de poder e de dinheiro. Neste nosso tempo, de profunda crise das religiões e das fés, devemos voltar a falar bem do espírito religioso, a dizer boas palavras acerca dele, a bem-dizê-lo.

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Deus e os pobres, sem álibi

À escuta da vida / 2 – Com Isaías, para além da culpa e dos sacrifícios rituais

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire  no dia 03/07/2016

Spighe di grano rid"“Não habitareis mais em conventos de pedra / Para que o coração não seja calhau! / E também vós, homens, não façais / Garras das vossas mãos. / Livres ou monges, voltai / Sem alforge, nus / Os pés sobre o asfalto. / Seja o mundo / o vosso mosteiro / Como outrora / Era a Europa”

David Maria Turoldo, O sensi miei… Poesie 1948-1988

A primeira estratégia adotada pelos poderosos para ignorar as razões do pobre foi – e continua a ser – pensar e dizer que ele é culpado, atribuir-lhe a culpa da sua pobreza. Isaías condena o povo e as suas elites, mas não condena os pobres. Numa cultura onde o pobre era também considerado culpado, os profetas (assim como Job) dizem exatamente o contrário: a dor dos pobres é a consequência das culpas dos chefes, da idolatria e da falsa religião dos reis e dos sacerdotes. Os pobres são vítimas da injustiça de um povo infiel, mas não são culpados.

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Guia nos tempos das ruínas

À escuta da vida / 1 – Isaías e as «primeiras palavras» para amar, acreditar e procurar

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire  no dia 26/06/2016

Spighe di grano ridDeus conquista a onipotência para consolar; da necessidade infinita de consolar nasce a vida eterna.

Sergio Quinzio, Um comentário sobre a Bíblia

O encontro com os profetas é uma etapa fundamental no caminho espiritual e moral da pessoa. Muitos vivem e morrem sem alcançar este encontro, como muitos homens e mulheres terminam a própria existência sem ter feito uma experiência de beleza perante uma obra de arte, sem ter lido uma poesia, sem ter sentido a tranquilidade do universo numa noite estrelada, sem nunca estar enamorado, sem ter recitado uma oração, sem nunca ter trabalhado

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Com olhos ressuscitados

Comentários – Como chagas e crises se tornam bênçãos

por Luigino Bruni

publicado no Avvenire no dia 27/03/2016

Gesù Risorto Pochet 01 ridRessurreição é uma grande palavra da terra. A vida que renasce da morte é a primeira lei da natureza, das plantas e das flores que enchem de cor e beleza o mundo porque nos dizem que a vida é maior do que a morte que a alimenta. Mulheres e homens renascem muitas vezes ao longo da vida, encontrando-se ressuscitados após lutos, abandonos, depressões, doenças que antes os tinham crucificado. Às vezes, somos ressuscitados ressuscitando alguém do seu túmulo e foram estas as mais belas e verdadeiras ressurreições. Se a ressurreição não tivesse sido uma palavra humana, amiga e de casa, aquelas mulheres e aqueles homens da Galileia não teriam sido capazes de intuir algo do mistério, único, que se tinha consumado entre a cruz e o dia seguinte ao sábado.

Se ressurreição é palavra humana, então é também uma palavra da economia. Há muita ressurreição na economia, nas empresas, no mundo do trabalho. Podemos vê-la todas as manhãs, mesmo nestes tempos de crise, especialmente nestes tempos de crise.

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A grande beleza do fim

As perguntas nuas / 16 – Ao fundo da vida, o seu fim, não o negócio

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 21/02/2016

Logo Qohelet rid mod“Além de ser sábio, Qohélet ensinou a ciência ao povo. Estudou, investigou e compôs numerosas sentenças. Qohélet aplicou-se a encontrar sentenças agradáveis e a escrever com exatidão palavras de verdade. As palavras dos sábios são como aguilhões, como estacas bem cravadas… O resumo do discurso, de tudo o que se ouviu”.

Qohelet 12,9-13

É difícil ler os grandes livros. Seria preciso a mansidão da mente, a liberdade do espírito, a pureza do coração e, sobretudo, a pobreza: não ter nada e não defender nada. Alguns livros e as grandes obras de arte encontram-nos nos nossos sepulcros e repetem-nos “vem para fora”. Mas não conseguimos sair se não estamos nus e pobres perante o autor que nos fala e nos chama, se não nos libertamos do sudário, deixando-o "enrolado, num lugar à parte".

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A civilização do pão dado

As perguntas nuas / 15 – Viver e dar com gratuidade e gratidão. Assim, nada se perde.

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 14/02/2016

Logo Qohelet rid mod

“Valência. Junto à margem da lagoa, caminhava um homem ancião, com um cão talvez ainda mais ancião. Vi-o aproximar-se do bordo da água e tirar do saco pães velhos. Pedaço a pedaço, lançou-os aos peixes. Fiquei a olhá-lo, fascinado pela monotonia dos seus gestos. Não durou pouco. Só no fim do fornecimento compreendi que estava a ver o versículo 11 de Qohélet. ‘Espalha o teu pão sobre a superfície das águas’ Um homem ancião, no outono de 1993, numa cidade espanhola, executava, à letra, o convite, dando ao versículo o seu significado único”.

Erri de Luca, Racconto su un verso di Kohèlet

«Espalha o teu pão sobre a superfície das águas; passado muito tempo, achá-lo-ás de novo» (Qohélet, 11, 1). Estamos perante um dos versículos mais belos e sugestivos do livro de Qohélet.

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A essencial liberdade do manto

As perguntas nuas/14 – Compreender a armadilha das “moscas mortas” e o dom dos “profetas”

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no diaA essencial liberdade do manto 07/02/2016

Logo Qohelet rid mod“Na fundação de uma comunidade há sempre um ponto escuro, escondido, um inconsciente coletivo, que tem a sua origem no inconsciente do fundador e na sua necessidade humana de controlar. Ser a comunidade for chamada a crescer e a desenvolver-se, este ponto escuro tem de ser purificado. A crise é a purificação deste inconsciente coletivo. A comunidade terá de passar do mito fundador perfeito a uma abordagem mais coletiva do mito fundador, purificado daquilo que não é essencial”.

Jean Vanier, O mito fundador.

«Uma mosca morta infecta e estraga o azeite perfumado. Um pouco de loucura é suficiente para corromper a sabedoria» (Qohélet, 10, 1).

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Os elementares refugos do mérito

As perguntas nuas / 13 – Resistir à desvalorização das virtudes não econÔmicas

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 31/01/2016

Logo Qohelet 13 rid“Cheio de mérito, mas poeticamente, mora o homem sobre esta terra”.

Friedrich Hölderlin

A lógica do mérito sempre foi muito poderosa. Nós, seres humanos, temos uma exigência profunda de acreditar que exista uma relação lógica e reta entre as nossas ações, talentos, empenho e os nossos resultados. Agrada-nos pensar que o nosso salário seja o fruto da nossa qualidade e do nosso empenho, que a nota na escola dependa do nosso estudo, que ganhamos os nossos prêmios (meritum vem de mereri: ganhar).

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Sábio é quem não se faz Deus

As perguntas nuas / 12 – Precisamos de uma dupla gratuidade: no dar e no receber

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 24/01/2016

Logo Qohelet“A sabedoria clama nas ruas, eleva a sua voz nas praças, grita por sobre os muros, faz ouvir sua voz à entrada das portas da cidade”.

Livro dos Provérbios, 1,20-21

A sabedoria existe. Nesta terra, não há nada melhor que desejá-la e procurá-la. Mas permanece distante, porque se se aproxima muito, desaparece ou transforma-se noutra coisa, mais simples e banal. É algo de muito diferente daquilo a que nós, hoje, chamamos inteligência, talentos, sapiência, competência, cultura.

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Abençoada a grande desilusão

As perguntas nuas / 11 – É melhor uma verdade amarga que um autoengano doce

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 17/01/2016

Logo Qohelet

“Por vezes Deus
mata os amantes
porque não quer
ser superado
no amor”.

Alda Merini, A volte Dio

A verdade é uma necessidade primária do coração humano. Construímos teorias do comportamento baseadas em “pirâmides de necessidades”, onde os bens morais se encontram no terceiro ou quarto “andar”, tratados como bens de luxo, a que nos podemos permitir depois de ter comido e bebido. Como se beleza, amor, verdade, não fossem bens essenciais, como se o sono fosse mais necessário que a estima, o sexo mais que os afetos, a segurança mais que os cuidados.

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A pirâmide das vítimas

As perguntas nuas / 10 – Acumular bens não é uma bênção; no trabalho há felicidade

por Luigino Bruni

publicado no jornal Avvenire no dia 10/01/2016

Logo Qohelet“Quando a Providência dividiu a terra entre os poucos proprietários, não esqueceu nem abandonou os que pareciam ser deixados fora da repartição. Também estes usufruem a sua parte. Pelo que diz respeito à felicidade da vida humana, os pobres não são inferiores aos que parecem estar muito acima deles. Na felicidade, as diferentes categorias da sociedade estão quase todas ao mesmo nível, e o mendigo possui a segurança que os reis quereriam”.

Adam Smith, La teoria dei sentimenti morali

A profanação do direito e da justiça ativaram sempre a voz e o desprezo dos profetas, que continuam a desmascarar os corruptos e a chamá-los à conversão.

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A fé não é um negócio

As perguntas nuas / 9 – O horizonte da gratuidade para não reduzir Deus a um feitiço

por Luigino Bruni

publicato no jornal Avvenire no dia 03/01/2016

Logo Qohelet

“Nasceu em vão quem, tendo o raro privilégio de ter nascido homem, é incapaz de “realizar” Deus nesta vida”

Shri Ramakrishna, Alla ricerca di Dio

O universo religioso, ativando a energia mais poderosa da alma humana, é o lugar onde se encontram os sentimentos e as ações mais altas e nobres. Mas, nesse mesmo lugar, se aninham grandes perigos, quando as células sãs das fés enlouquecem, aviltam o coração, nos entorpecem.

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Sub-categorias

BR- O novo léxico do bom viver social

O novo léxico do bom viver socialLogo nuovo lessico header

 

 

Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "O novo léxico do bom viver social", publicados em Avvenire de 29 de setembro de 2013 a 9 de fevereiro de 2014

 

BR - A árvore da vida

A árvore da vidaLogo Albero della vita header

 

 

Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "A árvore da vida" que comentam o livro do Gênesis, publicados em Avvenire de 16 de fevereiro até 3 de agosto de 2014

 

BR - As parteiras do Egito

As parteiras do EgitoLogo Levatrici d Egitto header

 

 

Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "As parteiras do Egito", que comentam o livro do Êxodo, publicados em Avvenire desde 10 de agosto de 2014

 

 

BR - A grande transição

A grande transição

 Nesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "A grande transição", publicados em Avvenire de 4 de janeiro a 8 de março de 2015

 

BR - Um homem chamado Job

Um homem chamado Job

Nesta categoria encontram-se os editoriais de Luigino Bruni da série "Um homem chamado Job" que comentam o livro de Job/Jó, publicados em Avvenire desde 15 de março 2015

 

BR - Regenerações

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Logo rigenerazioni rid modNesta categoria encontram-se todos os editoriais de Luigino Bruni da série "Regenerações", publicados em Avvenire de 26 de julho a 25 de outubro de 2015

 

BR - As perguntas nuas

Nesta categoria estão disponíveis todos os artigos de Luigino Bruni da série "As perguntas nuas". São os comentários do livro de Eclesiastes publicados no Avvenire desde o dia 1 novembro de 2015.

BR - À escuta da vida

Nesta categoria estão disponíveis todos os artigos de Luigino Bruni da série "À escuta da vida". São os comentários do livro de Isaías publicados no Avvenire.

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Cidade Nova e EdC

pessoas edc003A revista Cidade Nova tem agora uma página dedicada à Economia de Comunhão, com relatos de pessoas envolvidas com o projeto.

Artigos já publicados:

Escola interamericana reunirá jovens empreendedores - 10/2015
A Aurora de uma nova cultura
- 09/2015
Comunhão e a crise grega - 08/2015
John Nash e a EdC
- 07/2015
Dado empresarial e a prática dos valores da empresa
- 06/2015
Nairóbi, capital de uma nova economia
- 05/2015
EdC e a qualidade do produto
- 04/2015
O lucro não monetário
 - 03/2015
Confiança e análise de risco - 02/2015
Economia e humanismo - 01/2015

As parteiras do Egito

Logo Levatrici d Egitto rid modO comentário do Êxodo, dos editoriais de domingo no Avvenire, por Luigino Bruni

O trabalho das mãos - 21/12/2014
O véu do profeta
 - 14/12/2014
As costas e o rosto de Deus
- 07/12/2014
O peso das palavras comuns - 30/11/2014
O bezerro de ouro - 23/11/2014
O sétimo dia
- 16/11/2014
Palavras do Céu, palavras da terra
- 09/11/2014
O decálogo
- 02/11/2014
As palavras da terra
- 26/10/2014
Os familiares do profeta
- 19/10/2014
A gratuidade-manã
- 12/10/2014
A dança de Miriam
- 05/10/2014
Os muros do mar
- 28/09/2014
A libertação e os ídolos
- 21/09/2014
Pragas e impérios invisíveis
- 14/09/2014
Capatazes leais
- 07/09/2014
O céu e as pirâmides
- 31/08/2014
A vocação de Moisés - 24/08/2014
O grito-oração
- 17/08/2014
As parteiras do Egito
- 10/08/2014

A árvore da vida

Logo Albero della vita rid modO comentário sobre o Gênesis, através dos editoriais de domingo no Avvenire, por Luigino Bruni

A morte de Jacob - 03/08/2014
O filho reencontrado
- 27/07/2014
A reconciliação
- 20/07/2014
O perdão de José
- 13/07/2014
Vacas magras e vacas gordas
- 06/07/2014
A lealdade de José
- 29/06/2014
Judá e Tamar
- 22/06/2014
José, o sonhador
- 14/06/2014
A morte de Isaac - 08/06/2014
Dina, A Vingança e a Gratidão - 01/06/2014
Ferida e benção - 25/05/2014
A carestia de fundamento - 18/05/2014
O sonho e a vocação - 11/05/2014
Esaú e Jacob/Jacó - 04/05/2014
O 1º contrato - 27/04/2014
Isaac - 20/04/2014
Agar - 13/04/2014
Abraão - 06/04/2014 
Babel - 30/03/2014
Noé - 23/03/2014 
Caim e Abel - 16/03/2014 
A serpente - 09/03/2014
Troca de olhares - 02/03/2014 
Adam - 23/02/2014
A árvore da vida - 16/02/2014

O novo léxico do bom viver social


Logo nuovo lessico rid modAs "palavras" do Novo Léxico, dos editoriais dominicais em Avvenire por Luigino Bruni

Comunhão - 09/02/2014
Instituições
- 02/02/2014
Comunidade
- 26/01/2014
Tempo - 19-01-2014
Mansidão - 12/01/2014
Economia - 05/01/2014
Consumo - 29/12/2013 
Carismas - 22/12/2013 
Inovação - 15/12/2013 
Mercado - 08/12/2013
Bens comuns - 01/12/2013
Cooperação - 24/11/2013
Bens de experiência - 17/11/2013
Ponto crítico - 10/11/2013
Capitais - 03/11/2013
Pobreza - 27/10/2013
Bens relacionais - 20/10/2013
Bens  - 13/10/2013
Riqueza - 06/10/2013
Novo léxico - 29/09/2013

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O dado das empresas

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A economia da partilha

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«Ao contrário da economia consumista,
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