A força do dom

As contribuições teóricas e práticas que a reciprocidade e a gratuidade podem dar à economia civil, na apresentação do Dicionário de Economia Civil publicado pela Città Nuova.

A força do dom

por Mariagrazia Baroni
publicado em Cittanuova.it em 1/03/2010

Logo_citta_nuovaSexta-feira, 26 de Fevereiro, realizou-se na Pontifícia Universidade de Santa Cruz de Roma a apresentação do Dicionário de Economia Civil, uma das novidades mais esperadas da editora Città Nuova desde o início do ano. Várias foram as intervenções que se alternaram no debate, mas todos apareceram como contribuições diferentes e interessantes do mundo doutrinário, político e empresarial.

Desde o início uma questão parece urgente: que contribuição pode dar um dicionário de economia e em particular de economia civil, para a actual crise? É o próprio Prof. Dr. Stefano Zamagni, que lecciona economia política na Universidade de Bolonha, e um dos responsáveis da obra, presentes na reunião (e o outro é Luigino Bruni, Professor na Bicocca e na Sophia) para nos explicar que: "A economia civil foi fundada no século XIV. O termo ‘civitas’, desde sempre ligado a um conceito inclusivo também no mundo Romano, contém em si a abertura à reciprocidade. Tal termo é confrontado com a palavra política, que deriva de ‘polis’, que em vez disso, tem por base um princípio de exclusão".

 

Do debate, presidido pelo prof. Luis Romera, Reitor da Universidade, com a moderação da Profª. Helen Alford, ressalta que a economia civil, nascida em 1300 da Escola Franciscana, é portadora de um novo humanismo, no qual o mercado pode ser classificado como um lugar aberto à reciprocidade. E é esta a novidade absoluta.  A ação gratuita é o único componente que, pelas suas características específicas, consegue interagir com a eficiência e a redistribuição dos bens feita pelo Estado. O Honorável Savino Pezzotta, no seu discurso cativante recorda-nos que já não se pode hesitar porque "chegou a hora de arriscar”.

Um bom exemplo de objectividade foi trazido pela experiência do empresário Walter Baldaccini, que, em 1993, juntamente com  Reno Ortolani e outros dois investidores, adquiriram 100% das acções da empresa para a qual trabalhavam e através de uma operação que especificamente se cjama “management buyout”, conseguiram salvar o trabalho de muitas pessoas de um momento difícil para a empresa.

Entre as intervenções, lembre-se também a de Maria Gabriella Baldarelli do corpo editorial do dicionário e deAndrea Olivero, Presidente nacional das ACLI [NT: Associações Cristãs dos Trabalhadores Italianos]  e porta-voz do terceiro sector, que reconhece o valor deste dicionário também como “instrumento cultural para a presença de um valor de "ligação" que nunca tinha sido experimentado antes”. Uma reciprocidade, portanto, que pode responder à exigência dos nossos tempos, um modo que nos leva a experiênciar como ser ativamente pessoas novas no civil e na economia.

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