Nairobi: a EdC voltou a casa

 Esta tarde, na Mariápolis Piero (Nairobi, Quénia), foi declarado aberto o 5º Congresso Internacional da EdC

de Alberto Sturla e Norma Sànchez

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Agora que mais de 400 pessoas, provenientes sobretudo da África e da Europa (mas com uma representação dos 5 continentes), se reuniram aqui em Nairobi para a abertura do quinto congresso internacional da Economia de Comunhão, vê-se bem como os dois anos de preparação e o árduo trabalho da Comissão EdC Internacional e da Comissão EdC pan-africana tenham dado os seus frutos.

Aconteceram muitas coisas nestes dois anos. Também coisas muito más. O atentado de Garissa voltou a trazer à atenção do mundo as contradições africanas. As jovens vítimas do terrorismo, com o seu desejo de melhorar o mundo mediante o conhecimento, são os primeiros participantes do congresso, que exatamente devido à brutalidade dos extremistas assume um novo significado. Porque ao "fratricídio responde-se com a fraternidade", como foi dito.

Os participantes no congresso internacional são sobretudo empresários, dos mais variados campos, mas também investigadores e estudantes, que continuam depois de uma muito participada EoC School. Foram acolhidos pelas danças e pela música composta pelos jovens do Movimento 150527 Nairobi Congresso EdC 04 rid(que até escreveram o hino da EdC). A sua alegria contagiosa e os seus vestidos coloridos, fizeram entender aos participantes que é verdade, estão mesmo em África, mesmo se nos lugares neutros da Mariápolis se poderiam até ter-se esquecido disso.

Parece que o tempo voou desde aquele janeiro 2011, que viu nascer a EdC em África com o congresso Pan-africano. Desde essa altura deram-se pequenos mas significativos passos: nasceram 18 empresas EdC e fizeram-se diversas escolas. Agora, para usar as palavras de Maria Voce no seu  vídeo de saudação aos participantes, os tempos estão maduros para aprofundar a vocação à comunhão, para que se desenvolva uma nova economia que da África chegue ao mundo inteiro.

Mas o que é que a África pode oferecer hoje ao mundo? A resposta é dada por Ngugi wa Thiongo, poeta e dramaturgo queniano que, numa mensagem vídeo, sublinhou que a África, da qual, desde o séc XVIII, sempre só se tiraram coisas (sem pedir), agora está pronta para dar. No entanto, para o fazer a África deve antes entender o que é que quer para si, depois de séculos em que outros decidiram por ela.

150527 Nairobi Congresso EdC 03 ridLuigino Bruni com a sua intervenção deu uma resposta à distância às dúvidas expressas por Ngugi: a EdC, com a sua capacidade de criar relações para fazer emergir o potencial inovador de um povo, é uma estrada que merece ser percorrida. Não se devem, no entanto, repropor modelos nascidos noutros lugares como aconteceu ao longo dos anos em África, com os resultados que temos debaixo dos olhos. A sua função é mostrar um "ainda não" possível também nas dificuldades. Como fazer? Fazendo crescer a natural tendência à comunhão presente em cada povo,150527 Nairobi Congresso EdC 07 ridsustentando os empresários, mudando as instituições e, sobretudo, fazendo dos pobres os interlocutores privilegiados. Como o Cristóvão Colombo chegou à América com um mapa desenhado por um cartógrafo que nunca tinha visto o Oceano, assim também a EdC não oferece soluções, mas indica um caminho.

São 18 os empresários africanos que escolheram este caminho. Uma delas, Melanie, mostrou os frutos deste caminho doando a sua experiência de criadora de frangos nos Camarões. Destinando uma parte da produção às famílias pobres da sua região, já ajudou 32 a superar períodos difíceis. O seu empenho com a comunidade acaba por ser pago por clientes e fornecedores fieis, sendo que alguns deles tinham sido, no passado, ajudados mesmo pela Melanie.

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