por Daniel Fassa

publicado na Revista Cidade Nova edição de julho/2017

 luciana 2 foto siteLuciana Santiago Souza Mota, 38 anos, é de Salvador. Casada e mãe de três filhos, desde a adolescência ela se interessou pelo ramo de beleza. Aos 16 anos, fez um curso de manicure no Senac. Sua intenção era se formar para dar aulas em um projeto social promovido por sua paróquia. Mas seu sonho mesmo era ser cabeleireira. Trabalhando como manicure, conseguiu investir num curso profissionalizante. E não parou mais. 

A soteropolitana trabalhou em diversos salões de beleza ao longo da vida, até conseguir abrir o seu, cerca de oito
anos atrás. No entanto, problemas pessoais a obrigaram a interromper a carreira. Durante quatro anos, teve que trabalhar
em casa. Tudo mudou quando, por meio de um amigo, conheceu o Programa de Fortalecimento de Negócios
Inclusivos de Comunhão (Profor), promovido pela Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom).
Com o Profor, recebeu um “capital semente”, que lhe permitiu abrir o salão Graça e Beleza.

Durante o processo seletivo do qual participou para ter acesso ao investimento, Luciana recebeu consultoria empresarial
e de desenvolvimento humano, além de participar de oficinas de formação ao empreendedorismo e aos valores da EdC. “Os valores da EdC combinam muito comigo. Trata-se de gratuidade, reciprocidade, dom, comunhão e trabalho”, celebra Luciana, que também conta com o apoio do Instituto Chiara Lubich de Inclusão e Comunhão (ICLIC).

Para ela, o diferencial do Graça e Beleza é o modo como as pessoas são tratadas. “O cliente vem ao salão e percebe que a gente não quer só o dinheiro dele, a gente se importa com o bem-estar dele. Comunhão é você se doar, não só pelo trabalho que eu faço, mas pelo meu tempo com as pessoas, para isso não ficar só no salão, mas ser levado para outras pessoas”, afirma a cabeleireira.

A comunhão da qual fala Luciana também é vivida de outras maneiras: por viver e trabalhar num bairro da periferia de Salvador, é comum que seu salão receba clientes com baixo poder aquisitivo, inclusive noivas preparando-se para o casamento. Nesses casos, dependendo da situação financeira da pessoa, a cabeleireira presta o serviço de graça ou por um preço reduzido. Mas como lidar com os gastos que isso implica?

E ainda, foram realizadas oficinas interativas e estimulantes sobre liderança, comunicação empresarial, critérios de admissão do pessoal, carismas e audiências que suscitaram confrontos muito profundos e produtivos sobre práticas de gestão e management. Nasceram sinergias entre os presentes onde se compartilhavam talentos, necessidades e competências e surgiram outros projetos locais para favorecerem estrangeiros, migrantes, pessoas carentes com um passado de droga ou de álcool, sem esquecer a assessoria e o apoio às jovens e inovadoras start-up. Também com grande entusiasmo foi recebida a descrição dos primeiros passos do network internacional de incubadoras de empresas (EoC-IIN) e das empresas que trabalham em todos os continentes segundo o espírito da Edc: todos se sentiram engajados em oferecer ideias e competências para o reforço destas em vista do lançamento oficial. Para o próximo ano será trabalhado de maneira conjunta no Norte e no Sul da América uma escola de EdC pan-americana.

“Quando a gente faz uma coisa dessa, a gente não gasta muito. E acaba que no outro dia a gente recebe uma recompensa tão grande, que é muito mais do que aquilo que
você gastou. Eu não fico apegada ao que eu gasto, mas àquilo que eu posso proporcionar às pessoas. Eu fico feliz por possibilitar que a pessoa realize aquele sonho. Isso
é comunhão. É você doar o que você tem. Eu tenho esse dom”, explica Luciana.

Atualmente, o Graça e Beleza emprega duas pessoas, com quem a cabeleireira procura estabelecer uma relação justa e solidária. A partir deste mês, ela também pretende
promover, em parceria com o amigo que lhe indicou o Profor, um curso profissionalizante a jovens que frequentam um projeto social do bairro. Luciana ainda se emociona ao narrar sua história e seu encontro com a EdC. Para ela, é uma prova de que “é importante acreditar nos nossos sonhos”. Quando lhe perguntam o porquê de suas atitudes, ela responde, com simplicidade: “se você tem muitos bens – e eu não falo só de dinheiro, mas também de conhecimento – e não compartilha com ninguém, de nada vale o seu aprendizado”.

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Siga-nos:

facebook twitter vimeo icon youtubeicon flickr

EoC-IIN

Logo Eoc iin 01 rid rid

International Incubating Network

leia mais...

Relatório EdC 2016

Cover Edc44 EN modUm ano de vida EdC, estratégias e perspectivas para o futuro. 

 Ir para a versão online

ANPECOM: o site!

Aderir a EdC

EoC Companies crop banner rid modCadastre a sua empresa no novo site exclusivo: edc-info.org

Descubra mais...

Cidade Nova e EdC

pessoas edc003A revista Cidade Nova tem agora uma página dedicada à Economia de Comunhão, com relatos de pessoas envolvidas com o projeto.

Artigos já publicados:

Escola interamericana reunirá jovens empreendedores - 10/2015
A Aurora de uma nova cultura
- 09/2015
Comunhão e a crise grega - 08/2015
John Nash e a EdC
- 07/2015
Dado empresarial e a prática dos valores da empresa
- 06/2015
Nairóbi, capital de uma nova economia
- 05/2015
EdC e a qualidade do produto
- 04/2015
O lucro não monetário
 - 03/2015
Confiança e análise de risco - 02/2015
Economia e humanismo - 01/2015

O dado das empresas

Logo cube IT 150

A nova revolução para a pequena empresa.
Dobre! Jogue! Leia! Viva! Compartilhe! Experimente!

O dado das empresas agora também em português!

Documento de Identidade da EdC

logo_edc_benv A Economia de Comunhão (EdC) é um movimento que envolve empresários, empresas, associações, instituições econômicas, mas também trabalhadores, gestores, consumidores, poupadores, pesquisadores, operadores econômicos, pobres, cidadãos, famílias. Foi fundada por Chiara Lubich em maio de 1991 em São Paulo, no Brasil.
Leia mais... 

Linhas para a gestão de uma empresa de EdC

Binari_rid_modA Economia de Comunhão propõe às organizações produtivas que fazem própria a sua mensagem e a sua cultura, as “Linhas para a gestão de uma empresa”, escritas à luz da vida e da reflexão de milhares de empresários e trabalhadores...
Leia mais...

As tirinhas de Formy!

Ecco Formy rid mod

Conheces a mascote do site Edc?
Leia mais...

A economia da partilha

Chiara_Lubich_1Chiara Lubich

«Ao contrário da economia consumista,
baseada numa cultura do ter,
a economia de comunhão é
economia da partilha...

Leia mais...

Este site utiliza cookies, também de terceiros, para oferecer maiores vantagens de navegação. Fechando este banner você concorda com as nossas condições para o uso dos cookies.