Fruto de um sonho de Maria de Fátima, o Centro de Estética Automotiva (Ceauto) resgatou a dignidade de muitas pessoas oferecendo o primeiro emprego

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O Centro de Estética Automotiva (Ceauto), uma empresa de Lava Jato, em Vargem Grande Paulista (45 quilômetros da cidade de São Paulo), foi pensada justamente para dar oportunidade de emprego para pessoas que nunca tiveram uma chance de entrar no mercado de trabalho e também para aqueles que não tiveram um emprego que lhes desse a dignidade. O sonho deste negócio que transformou a vida de inúmeras pessoas foi da engenheira, Maria de Fátima Sousa, que acompanhou o início das contruções das primeiras empresas de Economia de Comunhão (EdC) no Polo Spartaco (polo empresarial onde estão instalados empreendimentos que contribuem para manter vivo o espírito do projeto da EdC).

“Olhando da porta da empresa em que eu trabalhava, via muitos carros estacionados no pátio do Polo e no seu entorno. Foi, então, que surgiu a ideia de abrir um estacionamento para as empresas vizinhas, pensando na experiência de cooperação e desenvolvimento para o próprio Polo”, conta Fátima, que pensava naqueles que ninguém deu uma chance de trabalho. “Esta situação me incomodava. Pensei: lavar carro qualquer jovem se aventura, não tem necessidade de capacitação prévia, poderemos ensiná-los no próprio local. Nascia a ideia do Lava Jato”, lembra.

Fátima conta que muitos anos atrás, o Polo Spartaco contratou um jovem para lavar os carros estacionados ali. Ela foi encontrá-lo e descobriu que ele tinha montado um lava jato que não deu certo e estava trabalhando em uma empresa como motorista. “Contei-lhe a minha ideia e ele aceitou imediatamente de levar adiante comigo. Começamos o estudo de viabilidade do negócio com pesquisa de mercado e compatibilidade com a legislação sobre a área do Polo. Nasceu o Centro de Estética Automotiva (Ceauto)”, lembra.
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Formada a primeira equipe, Fátima solicitou que o contador da empresa fizesse uma apresentação deste ramo de negócios aos funcionários, assim saberiam a importância de cumprir seus deveres e do quanto poderiam esperar de seus direitos. Desde então, inúmeras experiências de relacionamentos foram sendo construídas. Umas delas foi com uma casa de recuperação de pessoas com dependência química, que conhecendo o trabalho do Ceauto, pediu para empregar alguns internos em fase de ressocialização. “Encontramo-nos com a equipe e conversamos sobre este grande desafio: o ambiente de trabalho que deveríamos garantir a este novo funcionário; a paciência quanto ao seu aprendizado e, sobretudo, a consideração dele como pessoa, nenhuma discriminação ou desconfiança poderia acontecer”, conta Fátima. A aceitação desta proposta foi unânime pelos funcionários.

Depois de alguns anos, apareceu a crise do abastecimento de água no estado de São Paulo e uma fase imprevista começou. Os clientes da Ceauto eram empresas de ônibus, transportadoras, frotas de caminhões das empresas de hortifruti e frotas de veículos das empresas da região. Com a crise, mesmo com o sistema de tratamento e reuso de água que tinham, o Ceauto foi afetado diretamente. O município onde está o Polo Spartaco faz parte da região de proteção de mananciais. Algumas empresas fecharam e outras reduziram os turnos, logo, diminuíram também a frota de ônibus, assim como os caminhões do setor de hortaliças devido à baixa no comércio de verduras. “Passamos a ser indesejados como ramo de atividade e víamos a necessidade de repensar o negócio considerando inevitável o fechamento. Deveríamos tomar logo a decisão para que fosse possível fazê-lo bem”, conta Fátima.

Eles optaram em continuar por mais quatro meses e neste período procuraram recolocar cada funcionário em um novo trabalho. “Como tínhamos incentivado o retorno aos estudos, vimos que também poderíamos oferecer um curso profissionalizante antes de sair do Ceauto”, comenta Fátima. Ainda no final das atividades da empresa, os funcionários levaram alguns pertences que poderiam recomeçar essa nova etapa, como moto, carro, móveis e outros equipamentos. Segundo ela, foi vendida uma máquina para lavar caminhões e a estrutura, encerrando, assim, as atividades sem retorno financeiro, mas também sem dívidas. “O relacionamento continua até hoje com cada um. Entendo que a necessidade de criar oportunidade do primeiro emprego ainda é imensa, resta o consolo de ter feito a diferença na vida destes”, conclui Fátima.

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